
Setor de aviação precisa de política bem definida .
o especialista em logística e transporte, José Valente...
O especialista em logística e transporte, José Augusto Valente considera a concessão dos aeroportos para a iniciativa privada um passo importante, mas a questão principal, como venho afirmando neste blog, é que o setor precisa de uma política bem definida.
Isso a - ANAC não tem até hoje -, aliás, cabe ao Ministério da Defesa, gestor da área, definir. "A concessão para gestão dos aeroportos não eliminará o fato de que o monopólio continuará a ser estatal (Infraero)", acentua Valente.Na avaliação do especialista, essa posição de que competição entre gestores proporciona desenvolvimento ou melhoria na qualidade decorre de incompetência da ANAC. Esta dispõe de todos os instrumentos para fazer com que isso aconteça, "mas quem deve exigir qualidade é a ANAC e não a competição". Aviação comercial precisa de regulação e não de competição
"Os fatos recentes da crise financeira internacional com epicentro nos EUA - assinala Valente - mostraram que a "mão invisível do mercado" não resolve tudo. Mercado imperfeito, como é o caso da aviação comercial, precisa de regulação e não de competição."Ao falar da liberação de tarifas de voos internacionais, Valente considera "ingenuidade" pensar que a competição é perfeita. As companhias norteamericanas, européias e algumas asiáticas, diz ele, podem ter vantagens competitivas devido à proteção de mercado e a subsídios indiretos de seus governos, o que empresas brasileiras, como a TAM e a Gol, não têm.
O setor de aviação precisa de subsídios, créditos e apoio da área pública, como tem em todos os países do mundo. "Vejam o caso da Alitália. Se fosse brasileira já teria quebrado. Mas o governo italiano não deixa.
O mesmo aconteceu com a Lufthansa e tantas outras. Cadê o Ministério da Defesa que não exerce o seu papel de definir a política e deixa isso por conta da da ANAC que começou a andar há pouco tempo?", pergunta Valente.
O especialista em logística e transporte, José Augusto Valente considera a concessão dos aeroportos para a iniciativa privada um passo importante, mas a questão principal, como venho afirmando neste blog, é que o setor precisa de uma política bem definida.
Isso a - ANAC não tem até hoje -, aliás, cabe ao Ministério da Defesa, gestor da área, definir. "A concessão para gestão dos aeroportos não eliminará o fato de que o monopólio continuará a ser estatal (Infraero)", acentua Valente.Na avaliação do especialista, essa posição de que competição entre gestores proporciona desenvolvimento ou melhoria na qualidade decorre de incompetência da ANAC. Esta dispõe de todos os instrumentos para fazer com que isso aconteça, "mas quem deve exigir qualidade é a ANAC e não a competição". Aviação comercial precisa de regulação e não de competição
"Os fatos recentes da crise financeira internacional com epicentro nos EUA - assinala Valente - mostraram que a "mão invisível do mercado" não resolve tudo. Mercado imperfeito, como é o caso da aviação comercial, precisa de regulação e não de competição."Ao falar da liberação de tarifas de voos internacionais, Valente considera "ingenuidade" pensar que a competição é perfeita. As companhias norteamericanas, européias e algumas asiáticas, diz ele, podem ter vantagens competitivas devido à proteção de mercado e a subsídios indiretos de seus governos, o que empresas brasileiras, como a TAM e a Gol, não têm.
O setor de aviação precisa de subsídios, créditos e apoio da área pública, como tem em todos os países do mundo. "Vejam o caso da Alitália. Se fosse brasileira já teria quebrado. Mas o governo italiano não deixa.
O mesmo aconteceu com a Lufthansa e tantas outras. Cadê o Ministério da Defesa que não exerce o seu papel de definir a política e deixa isso por conta da da ANAC que começou a andar há pouco tempo?", pergunta Valente.
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