
Petróleo: R$ 439 bi serão investidos até 2013.
Dados do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP) revelam investimento recorde da Petrobras e empresas do setor nos próximos anos, num total de R$ 439 bilhões entre 2009 e 2013 - o equivalente a uma fatia de 15% do PIB brasileiro do ano passado, que foi de quase R$ 3 trilhões.Na Petrobras, o salto dos investimentos programados foi de US$ 97,4 bi para US$ 161 bi no período até 2013, enquanto as empresas privadas elevaram os recursos de US$ 30 bi para US$ 34 bilhões. Os dados estão em nota que acabo de ler na Folha de S.Paulo, explicados, inclusive, por Felipe Dias, gerente de Economia e Política Energética do IBP.“Não há por que questionar se a Petrobras tem capacidade para realizar o seu plano. Ela já assegurou o financiamento para 2009 e 2010 e não vai reduzir o ritmo de investimento. Ela quer aproveitar para investir no ciclo de baixa do petróleo [quando os custos são menores] e se beneficiar de um novo ciclo de alta dos preços quando já estiver produzindo.", explicou ele à Folha.Dias também ressaltou a tendência de alta dos investimentos do setor a partir da exploração e produção da camada do pré-sal, principalmente via Petrobras que, em parceria com as empresas privadas, lidera os consórcios dos poços Tupi e Iara.Riqueza do pré-sal tem que retornar à naçãoVale destacar a vocês, leitores, que é preciso relacionar o volume de investimentos aos preços do petróleo, álcool e gás, que a Petrobras mantém hoje nos níveis pré-crise internacional. E lembrar que, de certa forma, os custos de investimento estão embutidos nos preços pagos pelos combustíveis. Ou seja, na prática, a sociedade é que financia os investimentos como se fosse um imposto.Daí ser absolutamente fundamental a discussão sobre o petróleo do pré-sal, e o destino da riqueza excedente que será gerada por sua exploração. É importantíssimo, imprescindível adotar o modelo de partilha de produção, onde a nação se beneficiará efetivamente das riquezas do petróleo – ao contrário do atual regime de concessão, onde só os impostos beneficiam o governo e seu povo, sem que parte do petróleo explorado fique nas mãos do Estado para gerar desenvolvimento.Assim, a nova regulação do pré-sal é uma segunda batalha na produção petrolífera e de gás no país. Está mais do que claro que essa riqueza precisa ser apropriada pela nação e servir ao seu desenvolvimento, retornando à sociedade, que paga os investimentos no setor, na forma de investimentos em educação e tecnologia, infraestrutura econômica e urbana, e aplicações nas áreas social e cultural.
Dados do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP) revelam investimento recorde da Petrobras e empresas do setor nos próximos anos, num total de R$ 439 bilhões entre 2009 e 2013 - o equivalente a uma fatia de 15% do PIB brasileiro do ano passado, que foi de quase R$ 3 trilhões.Na Petrobras, o salto dos investimentos programados foi de US$ 97,4 bi para US$ 161 bi no período até 2013, enquanto as empresas privadas elevaram os recursos de US$ 30 bi para US$ 34 bilhões. Os dados estão em nota que acabo de ler na Folha de S.Paulo, explicados, inclusive, por Felipe Dias, gerente de Economia e Política Energética do IBP.“Não há por que questionar se a Petrobras tem capacidade para realizar o seu plano. Ela já assegurou o financiamento para 2009 e 2010 e não vai reduzir o ritmo de investimento. Ela quer aproveitar para investir no ciclo de baixa do petróleo [quando os custos são menores] e se beneficiar de um novo ciclo de alta dos preços quando já estiver produzindo.", explicou ele à Folha.Dias também ressaltou a tendência de alta dos investimentos do setor a partir da exploração e produção da camada do pré-sal, principalmente via Petrobras que, em parceria com as empresas privadas, lidera os consórcios dos poços Tupi e Iara.Riqueza do pré-sal tem que retornar à naçãoVale destacar a vocês, leitores, que é preciso relacionar o volume de investimentos aos preços do petróleo, álcool e gás, que a Petrobras mantém hoje nos níveis pré-crise internacional. E lembrar que, de certa forma, os custos de investimento estão embutidos nos preços pagos pelos combustíveis. Ou seja, na prática, a sociedade é que financia os investimentos como se fosse um imposto.Daí ser absolutamente fundamental a discussão sobre o petróleo do pré-sal, e o destino da riqueza excedente que será gerada por sua exploração. É importantíssimo, imprescindível adotar o modelo de partilha de produção, onde a nação se beneficiará efetivamente das riquezas do petróleo – ao contrário do atual regime de concessão, onde só os impostos beneficiam o governo e seu povo, sem que parte do petróleo explorado fique nas mãos do Estado para gerar desenvolvimento.Assim, a nova regulação do pré-sal é uma segunda batalha na produção petrolífera e de gás no país. Está mais do que claro que essa riqueza precisa ser apropriada pela nação e servir ao seu desenvolvimento, retornando à sociedade, que paga os investimentos no setor, na forma de investimentos em educação e tecnologia, infraestrutura econômica e urbana, e aplicações nas áreas social e cultural.
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