( Rondônia ).
Notícias de Rondônia
Tácito Pereira presidente do PT eleito em Rondônia
Entrevista: Tácito Pereira - Presidente do PT Rondônia, reeleito no último PED.
Quais as primeiras ações que serão implementadas pela direção estadual?
Na primeira reunião do Diretório Estadual, que ocorrerá após o carnaval, faremos um debate sobre tática e estratégia eleitoral, com base nessa discussão realizaremos o planejamento estratégico da Executiva Estadual, a partir de então teremos um plano de ação para 2008 voltado principalmente para o processo eleitoral, mas deveremos ter algumas ações voltadas para a organização interna e principalmente para o fortalecimento da participação da juventude e mulheres.É imprescindível que nossa agenda não esteja voltada somente para o processo eleitoral, mas também para o fortalecimento da organização interna do partido. Além disso, retomar a agenda de formação política, o diálogo com o movimento social são duas pautas importantes para 2008.
Como o PT deve se preparar, no Estado, para as eleições municipais?
A preparação do PT Rondônia para a disputa eleitoral de 2008 teve início no ano anterior. A Direção Estadual a partir de um debate orientou todos os DM’s a iniciarem a discussão interna, tendo como eixo principal o lançamento de candidaturas próprias, diálogo com os partidos da base aliada do governo federal para futuras alianças, candidaturas proporcionais e programa de governo.Muitos Diretórios conseguiram acumular força nesse processo, potencializando o PT para a disputa eleitoral, mas sem descartar eventuais alianças, cabendo para este momento rediscutir nossa tática eleitoral.Um grande desafio para nossas campanhas municipais está no financiamento, nossos DM’s precisam ter clareza que as alternativas precisam ser locais e principalmente utilizar-se da criatividade, não podemos querer cometer os mesmos erros do passado e muito menos desejar fazer uma campanha eleitoral igual a de nossos adversários.
Com o surgimento de novas demandas a serem superadas nas cidades, como o crescimento da população nas periferias, as questões ambientais e de mobilidade urbana, você acredita que "o modo petista de governar" deve ser reavaliado para abranger esses novos desafios?
Eu não diria que o modo petista de governar precisa ser reavaliado, mas sim atualizado. Após diversas gerações de administrações novas, que acumularam diversas e diferentes experiências, após a experiência em governos estaduais e principalmente no governo federal é imprescindível que esta marca petista sofra um processo de atualização, acrescentando a isso novas temáticas como as citadas (questões ambientais, mobilidade urbana, crescimento populacional). Temos então o desafio de buscar como fazer essa atualização em um ano eleitoral e de apontar a importância dessas experiências para subsidiar nossos discursos.
Com a possibilidade de alguns partidos de esquerda, que normalmente mantiveram alianças conosco, formarem uma frente independente nas próximas eleições, como você avalia uma aliança, no Estado, com outros partidos da base aliada no governo federal?
Temos clareza que nem sempre as alianças nacionais irão se repetir nos municípios. Há uma orientação da Direção Estadual de dialogar com todos os partidos da base aliada do governo federal, porém, em Rondônia, há um conteúdo local, e que deve ser levado em consideração, que é de oposição ao governo estadual (Ivo Cassol – sem partido). Marcar oposição aqui deve ser um compromisso, pois o projeto de governo hoje implantado no Estado é antagônico ao nosso.
O que pode ser feito, no Estado, para melhorarmos a nossa relação com os movimentos sociais?
Há uma concordância de todas as correntes internas, em Rondônia, de que é necessário melhorar o diálogo e a relação com o movimento social, isso ficou patente nos debates do PED 2007. É preciso entender que esta via é de mão dupla, porém nós do PT, que somos um partido dirigente, precisamos tomar mais iniciativas, principalmente, porque a maioria dos dirigentes que estão no movimento social são ligados ou simpatizantes do PT. Qualquer projeto alternativo de construção, aqui em Rondônia, a ser encabeçado pelo Partido dos Trabalhadores, tem que contar com a participação ativa do movimento social.
O 3° Congresso chamou o primeiro Encontro Nacional da Juventude e muito tem se discutido sobre a formatação da juventude no PT. Qual o papel da juventude na instância partidária e como acompanhar e mobilizar os jovens para o Congresso da Juventude no Estado?
Iniciamos um processo de mobilização via Coletivo Estadual de Juventude, não somente preparatório ao Encontro Nacional da Juventude, como para as Conferências Municipais e Estadual da Juventude do governo federal e também do Encontro Estadual da Juventude, que deverá ser no final de março.Não podemos pensar a juventude apenas como um dado numérico ou como um setor necessário em campanhas eleitorais para levantar bandeiras e distribuir panfleto. A juventude precisar ter uma participação efetiva na vida política partidária, sendo um agente ativo e propositivo.Não tem como pensar um PT sem a participação da juventude. É fundamental investir na formação de novos quadros, com formação política e debates, e a nossa juventude é um terreno fértil para isso.
Em 2010, pela primeira vez em 21 anos, não teremos Lula como candidato à presidência da República, porém o PT deverá apresentar um nome para a disputa eleitoral. Como devemos construir esse nome?
Penso que a definição de nome do PT para a disputa de 2010 não deve ser um debate ou uma construção regional, deve passar por um debate nacional, envolvendo nossa militância como um todo. É preciso que nossa Direção Nacional articulada com Direções Estaduais e Municipais iniciem esse debate o mais breve possível, aproveitando principalmente as políticas do Governo Lula. O PAC, por exemplo, pode ser um grande instrumento de debate, ou seja, dar prosseguimento às políticas do Governo Lula.
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