
Na Itália, Lula defende reforma da ONU e fim do bloqueio norte-americano a Cuba
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender, durante sua viagem oficial à Itália, uma reforma na ONU (Organização das Nações Unidas) e o fim do bloqueio norte-americano a Cuba. Em entrevista a jornalistas italianos, Lula também falou da sucessão presidencial de 2010 e de sua preferência pela ministra Dilma Roussef como candidata do governo.
"Mais paz no mundo, só reformando a ONU", diz o título da matéria do jornal "Il Messaggero" sobre a entrevista do presidente. "Assim como está não pode ter um papel e respeito", afirma o rpesidente.
Os jornais "Corriere Della Sera" e "La Repubblica" destacaram o pedido que Lula deverá fazer ao presidente eleito norte-americano, Barack Obama, propondo o final do embargo a Cuba.
Para ele, não há sentido em manter esse bloqueio. De acordo com Lula, Obama tem a força e a autoridade política para mudar as relações entre Cuba e os Estados Unidos. Dilma
Sobre a preferência por Dilma, Lula esclareceu que será a primeira eleição desde 1989 em que ele não será candidato, mas que está empenhado em participar da escolha de seu sucessor dentro do PT.
"Depois de mim, quero que o Brasil seja governado por uma mulher. E a pessoa certa é Dilma Rousseff", disse, segundo o "La Repubblica". "Proporei ao PT de indicá-la como candidata." "Mas vencer [a eleição] não será fácil. Na política os cenários mudam rapidamente e ainda faltam dois anos."
De acordo com o "Corriere Della Sera", Lula disse: "Na verdade já tenho um nome em mente: o de Dilma Rousseff, ministra-chefe da Casa Civil. Ainda não falei com ela, mas acredito que possa ser uma boa candidata".
Encontro com o Papa
O papa Bento 16 recebeu nesta quinta-feira (13) pela primeira vez em audiência privada no Vaticano o presidente Lula, com quem conversou durante 24 minutos em seu escritório particular.
O sumo pontífice recebeu o presidente do Brasil na porta de seu escritório privado no segundo andar do palácio apostólico.
"O cordial encontro consistiu em uma frutífera troca de opiniões sobre temas da atualidade internacional e regional", afirma o Vaticano em um comunicado.
Ambos conversaram também sobre a situação do Brasil, "em particular sobre as políticas sociais adotadas para melhorar a vida das pessoas que vivem inadaptadas e marginalizadas", informa o texto.
Bento 16 e Lula analisaram também o "papel chave da família na luta contra a violência e a deterioração social".
O pontífice recebeu Lula com um "muito obrigado presidente pelo acordo que será assinado em breve", uma referência à assinatura oficial no mesmo palácio apostólico do novo estatuto da Igreja Católica no Brasil.
Depois do encontro privado, na presença de uma tradutora, o presidente brasileiro apresentou a delegação que o acompanha, encabeçada pela primeira-dama, Marisa Letícia, e o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. Ao fim da cerimônia, aconteceu a tradicional troca de presentes.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender, durante sua viagem oficial à Itália, uma reforma na ONU (Organização das Nações Unidas) e o fim do bloqueio norte-americano a Cuba. Em entrevista a jornalistas italianos, Lula também falou da sucessão presidencial de 2010 e de sua preferência pela ministra Dilma Roussef como candidata do governo.
"Mais paz no mundo, só reformando a ONU", diz o título da matéria do jornal "Il Messaggero" sobre a entrevista do presidente. "Assim como está não pode ter um papel e respeito", afirma o rpesidente.
Os jornais "Corriere Della Sera" e "La Repubblica" destacaram o pedido que Lula deverá fazer ao presidente eleito norte-americano, Barack Obama, propondo o final do embargo a Cuba.
Para ele, não há sentido em manter esse bloqueio. De acordo com Lula, Obama tem a força e a autoridade política para mudar as relações entre Cuba e os Estados Unidos. Dilma
Sobre a preferência por Dilma, Lula esclareceu que será a primeira eleição desde 1989 em que ele não será candidato, mas que está empenhado em participar da escolha de seu sucessor dentro do PT.
"Depois de mim, quero que o Brasil seja governado por uma mulher. E a pessoa certa é Dilma Rousseff", disse, segundo o "La Repubblica". "Proporei ao PT de indicá-la como candidata." "Mas vencer [a eleição] não será fácil. Na política os cenários mudam rapidamente e ainda faltam dois anos."
De acordo com o "Corriere Della Sera", Lula disse: "Na verdade já tenho um nome em mente: o de Dilma Rousseff, ministra-chefe da Casa Civil. Ainda não falei com ela, mas acredito que possa ser uma boa candidata".
Encontro com o Papa
O papa Bento 16 recebeu nesta quinta-feira (13) pela primeira vez em audiência privada no Vaticano o presidente Lula, com quem conversou durante 24 minutos em seu escritório particular.
O sumo pontífice recebeu o presidente do Brasil na porta de seu escritório privado no segundo andar do palácio apostólico.
"O cordial encontro consistiu em uma frutífera troca de opiniões sobre temas da atualidade internacional e regional", afirma o Vaticano em um comunicado.
Ambos conversaram também sobre a situação do Brasil, "em particular sobre as políticas sociais adotadas para melhorar a vida das pessoas que vivem inadaptadas e marginalizadas", informa o texto.
Bento 16 e Lula analisaram também o "papel chave da família na luta contra a violência e a deterioração social".
O pontífice recebeu Lula com um "muito obrigado presidente pelo acordo que será assinado em breve", uma referência à assinatura oficial no mesmo palácio apostólico do novo estatuto da Igreja Católica no Brasil.
Depois do encontro privado, na presença de uma tradutora, o presidente brasileiro apresentou a delegação que o acompanha, encabeçada pela primeira-dama, Marisa Letícia, e o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. Ao fim da cerimônia, aconteceu a tradicional troca de presentes.
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